Há algo de muito sensual na vitória. Sobretudo se for à mesa de jogo. É um sobrolho franzido numa concentração imensa. Depois um som seco. Et voilá. Ela entra com uma facilidade estonteante, rodopiando sobre si própria, bailarina colorida rendida ao toque do taco num som seco mas eficaz, cujo eco fica nos ouvidos. O pano não amortece, nem o som, nem o desejo que suscita, num cliché em que nos visualizamos de quatro, à mercê de.
Há noites únicas, em que o quotidiano brinca às casinhas, dando-nos a normalidade pela qual tanto ansiamos. Há (a)braços que nos engolem, embalam e adormecem no sono, para no subconsciente nos procurarem, tactearem no escuro enquanto lábios, cujo sabor nos é tão familiar, murmuram: "dorme bem meu Amor".
Há Vida na vida, felicidade nos pequenos detalhes, alegria mesmo na luta da labuta, na puta da sobrevivência, porque viver vale sempre a pena quando se ama.
Há tu, eu, a cor do dinheiro, Amigos, confessionários improvisados, threesomes espirituais, momentos que se partilham, cumplicidades e tantas outras coisas com o mar ao fundo e a praia iluminada. Há promessas de Verão em ciclos que se repetem nas estações que se sucedem.
É incrivelmente sensual observar-te e celebrar a tua pequena (grande) vitória.
:)
